

(Source: frailghost)

(Source: m0rtality)
Você pegou a guitarra e sentou na cadeira enquanto esperava seu jogo carregar, me tirou da cama e fez com que eu sentasse do seu lado. Estávamos do jeito que mais gostava, eu com seu moletom, meias e calcinha, você só de calça. Peguei o chá que você fez para mim e fiquei esperando. Você sorriu timidamente. “Vai ter que cantar comigo, não sei cantar e tocar essa música maldita ainda.” Fiquei sem entender até você cantar o primeiro verso. Era a música que eu havia comentado que adorava com você. À Palo Seco - Belchior. Não tinha nada a ver com romance, mas achava a música linda. Comecei a cantar junto com você, eu ria porque você errava algumas partes, ou tocava fora do tom em outras, você se sentia envergonhado mas continuava. Quando começou a repetir o refrão, não resisti e me agarrei em você. Fiquei te beijando e rindo, não sabia o que dizer, havia sido lindo de sua parte. Você me pediu licença para guardar a guitarra, quando voltou me puxou pra mais perto e continuou o beijo que havíamos parado.
Vá para o Tibet.
Monte em um camelo.
Leia a bíblia.
Pinte seus sapatos de azul.
Deixe a barba crescer.
Dê a volta ao mundo numa canoa de papel.
Assine The Saturday Evening Post.
Mastigue apenas com o lado esquerdo da boca.
Case-se com uma perneta e se barbeie com uma navalha.
E entalhe seu nome no braço dela.
Escove os dentes com gasolina.
Durma o dia inteiro e suba em árvores à noite.
Seja um monge e beba chumbo grosso e cerveja.
Mantenha sua cabeça dentro d’água e toque violino.
Faça uma dança do ventre diante de velas cor-de-rosa.
Mate seu cachorro.
Concorra à prefeitura.
Viva num barril.
Rompa sua cabeça com uma machadinha.
Plante tulipas sob a chuva.
Mas não escreva poesia.
— Charles Bukowski (via in-versos)
(Source: oxigenio-dapalavra)
Escrevo. E pronto.
Escrevo porque preciso,
Preciso porque estou tonto.
Ninguém tem nada com isso.
Escrevo porque amanhece,
E as estrelas lá no céu
Lembram letras no papel,
Quando o poema me anoitece.
A aranha tece teias.
O peixe beija e morde o que vê.
Eu escrevo apenas.
Tem que ter por quê?

(Source: i-n-h-a-l-i-n-g)

(Source: br-e-a-t-h-l-e-s-s)
"Um livro de ilusões construídas pela vida. Uma constante forma de fugir da maldita realidade, que nos prende a todos os rancores do coração. Faz de mim seu eterno personagem, e que eu possa todos os dias sobrevoar as terras encantadas. Num passe de mágica flutuar entre as nuvens como se não houvesse gravidade. Encontrar em mim toda fonte da felicidade, e encontrar nos outros todas as fontes de amor" - Francielly Flausino (inanimado)


